terça-feira, 13 de dezembro de 2016



Uma das canções mais amadas dos cristãos cantadas durante a época de Natal é a de William C. Dix, “What child is this?” (“que criança é essa?”). Como poucas canções, a letra dessa composição nos leva a contemplar a identidade, a pessoa e a obra do bebê na manjedoura. Na verdade, ainda que de forma gentil, mas também persistentemente, força-nos a responder à pergunta: essa criança é realmente um bebê santo ou apenas um bebê para feriados e comemorações?

Quando pensamos sobre essa questão, a maioria das nossas reflexões se detêm nos anúncios do nascimento nos Evangelhos de Mateus e de Lucas. Estas passagens certamente têm seu lugar. Nesta série, contudo, vamos considerar o Natal de acordo com o apóstolo Paulo. Sim, até mesmo o apóstolo reflete sobre as maravilhas do nascimento de Jesus, e ele o faz em Gálatas 4.4-5.

(4) vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, 

(5) para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos.

O apóstolo Paulo nos diz seis coisas extraordinárias sobre Cristo ao nos responder à pergunta que a canção nos propõe. Nessa nossa primeira parte de uma série de três textos, vamos considerar duas dessas verdades.

Em primeiro lugar, perceba que, de acordo com o apóstolo, Jesus é o Filho pelo qual todo o tempo havia esperado. As palavras de Paulo nos levam a refletir sobre o momento da aparição de Cristo no mundo: “vindo, porém, a plenitude do tempo”. O momento em que Jesus veio é dito como o tempo em seu ponto máximo, uma ocasião única em que todas as partes da história que teriam de ocorrer, de fato, ocorreram. Todo e cada detalhe que deveria ter acontecido agora estava em seu lugar. 

Claramente, Paulo quer que percebamos que o momento do aparecimento histórico do Filho do Pai foi algo acordado e estabelecido entre o Pai e o Filho desde a eternidade. O apóstolo Pedro acrescenta que o momento da chegada do Filho era uma data que os profetas do passado diligentemente investigaram, que lhes fora revelada e predita por eles (1Pedro 1.10-12). Essas palavras, então, geram em nós a percepção de que o momento do nascimento de Cristo foi de acordo com a determinação de Deus, que, desde toda a eternidade, pelo mui sábio e santo conselho de sua própria vontade, livre e imutavelmente, ordenou tudo o que acontece. Cristo não poderia ter nascido mais cedo, nem mais tarde.

Portanto, se o nascimento de Jesus ocorreu na plenitude do tempo, como é essa plenitude? Podemos resumi-la em quatro características. Foi um tempo de preparação política. O Império Romano trouxera a pax Romana (“paz de Roma”) para o mundo então conhecido e, assim, o mundo se uniu como nunca antes (cf. Lucas 2.1). Foi um tempo de preparação econômica. Os romanos haviam construído um bom sistema de transporte, focado em cinco rodovias principais que saiam de Roma para destinos no mundo antigo (cf. Colossenses 1.23). Foi um tempo de preparação cultural. A língua grega se tornara o meio de comércio, cultura e filosofia (ou seja, a língua franca), e assim era possível que o evangelho e a literatura do evangelho atingissem um público universal. E, finalmente, foi um tempo de preparação religiosa. A fome da alma, individual e social, viera sobre o mundo. O fracasso do paganismo e até mesmo do judaísmo, junto com um renascimento das esperanças messiânicas, caracterizava grande parte do mundo antigo. Assim, em sua frase “vindo a plenitude dos tempos”, o apóstolo Paulo nos aponta para o fato de que, politicamente, economicamente, culturalmente e religiosamente falando, a história fora orquestrada pelo Deus único e verdadeiro. Em particular, pela sua singular soberania e providência, as histórias de Roma e Jerusalém, que figuraram tão proeminentemente na estada do nosso Senhor na terra, convergiram. A data marcada para a chegada do Filho do Pai veio na hora certa.

Quem é esta criança na manjedoura, então? É a criança por quem todo o tempo havia esperado.

Em segundo lugar, as palavras do apóstolo em Gálatas 4.4-5 nos dizem que criança é essa quando ele diz que Jesus é o Filho “nascido de mulher”. Com estas palavras, Paulo começa a refletir sobre as circunstâncias de seu nascimento, que por sua vez dirige nossa atenção para a humilhação do glorioso Filho eterno. Em acordo com profecias como as de Gênesis 3.15 e Isaías 7.14, o Filho nasceu de uma mulher. Ele era, portanto, totalmente humano, bem como plenamente divino, o único Deus-homem. O Filho de Deus foi enviado para ser um conosco em nossa humanidade.

Mas há mais nessa expressão “nascido de mulher”. Veja, o apóstolo conhece a história do nascimento de Jesus. Naquele tempo, era costume falar de “nascer de um homem”, um costume de que as genealogias da época testemunham – exceto a de Jesus. Ele nasceu de uma mulher; na verdade, de uma virgem, como predito pelo profeta Isaías. Esta criança nasceu sem um homem, nascido de uma mulher, o Filho de Deus Pai.

No entanto, “nascido de mulher” nos diz ainda mais sobre esta criança. Ele não foi apenas feito e formado “na mulher”, mas “de mulher”. Isto é, ele nasceu de sua carne e sangue, e participou deles. Essa é a primeira circunstância de seu nascimento a que o apóstolo chama a nossa atenção ao refletir sobre o esvaziamento e grande humilhação do Filho do Pai.

Que criança é essa, então? É o Filho que nasceu de uma mulher, assim como era o filho por quem todo o tempo havia esperado.

Por: R. Fowler White. © 2016 Ligonier. Original: Christmas According to the Apostle Paul – Gal 4:4-5 (Part 1 of 3)

Tradução: João Paulo Aragão da Guia Oliveira.  Revisão: Yago Martins. © 2016 Ministério Fiel. Todos os direitos reservados. Website: MinisterioFiel.com.br. Original: O Natal segundo o apóstolo Paulo – Gálatas 4.4-5 (Parte 1 de 3)

Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor, seu ministério e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais

Extraído:  http://voltemosaoevangelho.com/blog/2016/12/o-natal-segundo-o-apostolo-paulo-galatas-4-4-5-parte-13/

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Jovens que Cansaram dos Pastores Perfomáticos e suas Doutrinas Heréticas


No artigo anterior expliquei por A + B que existe um mito na igreja evangélica brasileira de que jovens não gostam de teologia. Na verdade, pela graça de Deus, cada vez mais adolescentes e jovens tem sido despertados pelo Senhor para conhecerem as Escrituras. 

Pois é, o fato em questão tem contribuido em parte para o desespero de alguns pastores disseminadores de heresias, isto porque, em virtude do crescimento teológico da juventude, não tem conseguido iludi-los com suas falsas doutrinas.

Eu particularmente tenho recebido inúmeros emails, inbox e twitters de jovens que cansaram do blá-blá-blá dos apedeutas da fé. Na verdade, a rapaziada outrora manipulada pelos achismos dos apóstolos da modernidade, em virtude do descobrimento da teologia já não engole mais os graves desvios doutrinários defendido por essa gente.

Outro dia, eu recebi um email de um irmão em Cristo, líder de jovens de uma comunidade cristã dizendo que estava cansado de viver numa "terra" que de nova não tinha nada. Na verdade, dize-me ele, que ao confrontar os ensinos apostólicos do seu pastor com as Escrituras, descobriu que essa "terra" era velha, e que as heresias defendidas pelo dito cujo, há muito tinham sido condenadas pela igreja. 

Se não bastasse casos deste naipe, uma galera significativa tem desistido do gospel voltando as Escrituras. Volta e meia eu tenho recebido emails de jovens dizendo-se cansados dos jargões evangélicos, da venda das indulgências modernas, da teologia da prosperidade e da confissão positiva. 

Caro leitor, ver jovens desejosos em crescer no conhecimento do Senhor e na teologia me enche o coração de esperança. 

Verdadeiramente  tenho estado alegre por ver crentes em Jesus, abandonando os falsos ensinos de apóstolos perniciosos  dedicando assim seu precioso tempo no estudo das verdades inquestionáveis da fé cristã.

Ainda há esperança para a Igreja Brasileira.

Soli Deo Gloria

Renato Vargens

O Mito de que o Jovem Evangélico Detesta Teologia

 
 
Volta e meia eu ouço alguém dizendo que o discipulado feito com os jovens na igreja tem que se mais light, mesmo porque, jovens não gostam muito de estudar teologia. Baseados nessa premissa, algumas igrejas infantilizaram a mensagem banalizando  o conteúdo do evangelho deixando de ensinar aos jovens verdades fundamentais da fé cristã. Ora, bem sei que existem muitos que não querem compromisso com Deus, todavia, nivelar a juventude evangélica por baixo é um grande equivoco.
Particularmente tenho pregado praticamente em todo país, nas igrejas e denominações mais variadas e tenho descoberto uma gama significativa de jovens e adolescentes ávidos por teologia. Nessa perspectiva, a "garotada" considerada "incapaz" por alguns, tem dado um "show" de conhecimento bíblico demonstrando com isso fome e vontade de conhecer a Palavra de Deus.
Pois é,  apesar das loucuras do gospel tupiniquim, Deus pela sua graça e bondade tem promovido na juventude brasileira um "avivamento teológico" um despertar por conhecer a sua Palavra de forma profunda o que de certa forma enche o meu coracão de esperança. Portanto, os que afirmam  que os jovens odeiam teologia alimentam  um mito perigoso e extremamente prejudical a fé evangélica no Brasil.
Diante do exposto deixo quatro conselhos aos pastores:
1-) Invista em discipulado com os jovens de sua igreja
2-) Crie grupos e escolas bíblicas para estudarem juntos teologia.
3-) Incentive a juventude da sua igreja a leitura de bons livros.
4-) Promova debates, discussões e fóruns teológicos entre a garotada.
Pense nisso!
Renato Vargens

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

3 Motivos Básicos Porque não Faço Apelo para Salvação


 

De forma efetiva os apelos para "aceitar" Jesus deram início no século XIX com Charles Finney.  

O apelo religioso é a prática de convidar o ouvinte de uma mensagem evangélica, a tomar uma decisão de aceitar Cristo como seu salvador. Normalmente o apelo é dado depois de uma pregação ou campanha evangelística, num clima emotivo, onde canções em tom menor são entoadas com vistas a sensibilizar o pecador. Em momentos como esses o ouvinte é convidado a responder sim ou não a "oferta " de salvação por parte do pregador. 

Caro leitor, eu não acredito em apelos para salvação.  Permita-me explicar porque:

1-) A prática do Apelo afronta a incapacidade do homem de ir a Deus. 

A doutrina da depravação total é inequívoca. Efésios 2.1 nos ensina que o homem está “morto em seus delitos e pecados”. Isto é, um homem morto espiritualmente não possui a capacidade de ir a Deus ou até manifestar desejo por Deus, a não ser que este o queira e o convença mediante o Espírito Santo do pecado do juízo e da justiça. Além disso, as Escrituras também ensinam que  “Ninguém pode ir a Cristo se o Pai, não o enviar.” Em outras palavras isso significa que nenhum homem pode ou tem poder para ir até Cristo por vontade própria.

2-) A prática do apelo geralmente é feita num clima sensacionalista, manipulativo e extremamente emocional. 

É comum ao final dos sermões encontrarmos os pregadores num clima extremamente emotivo convidando os ouvintes a decidirem por Cristo. Em momentos como esses, o que importa é sensibilizar  o pecador levando-o a decidir por Cristo. 

Caro leitor,  uma decisão movida por emoções não aponta de forma efetiva para uma conversão a Cristo. Na verdade, a maioria daqueles que responderam um apelo para aceitar Jesus, não permaneceram na Igreja, na verdade, acredito que  aproximadamente 90%   daqueles que com lágrimas disseram sim a Cristo numa cruzada evangelística, onde a emoção é levada as últimas consequências não continuaram a trilhar a estrada da fé. 

3-)  O apelo contradiz o que a Bíblia dá como a ordem na salvação

João 3.3 nos ensina que se o homem não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. Regeneração antecipa conversão. É o novo nascimento que habilita o homem a confiar e crer em Cristo, portanto, querer que o homem decida por Cristo antes de ser convencido pelo Espírito Santo dos seus pecados, bem como regenerado pelo Senhor afronta as verdades bíblicas. 

Pense nisso!

Renato Vargens
 http://renatovargens.blogspot.com.br
 

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

20 Escritores que eu não Recomendo a Leitura

Hoje, mais cedo eu publiquei um texto indicando vinte escritores reformados que você não pode deixar de ler. (aqui

Neste post eu gostaria de lhe aconselhar a não ler vinte escritores, cujos livros afrontam as verdades fundamentais reveladas pelas Escrituras:

1-) Edir Macedo
2-) R.R. Soares
3-) T.L Osborn
4-) Kenneth hagin
5-) Benny Hinn
6-) Mike Murdock
7-) Valdemiro Santiago
8-) Estevam Hernandes
9-) Joyce Meyer
10-) Rene Terra Nova
11-) Rob Bell
12-) Marilyn Hickey
13-) Brian McLaren
14-) Leonardo Boff
15-) Rudolf Bultmann
16-) Paul Tillich
17-) Morris Cerrulo
18-) Rebecca Brown 
19-) Frei Beto
20-) Ellen G. White
Pense nisso!

Renato Vargens

20 Escritores Reformados que Você não pode deixar de Ler

Pela graça de Deus temos testemunhado no Brasil, principalmente entre os jovens, uma redescoberta das doutrinas da graça. Nessa perspectiva não tem sido poucos aqueles que descobriram o prazer pela leitura. Isto posto, gostaria de sugerir aos leitores deste BLOG, vinte escritores reformados que você não pode deixar de ler:
1- Augustus Nicodemus
2- Charles Spurgeon
3- D.A. Carson
4- Francis Schaeffer
5- Franklin Ferreira
6- Hernandes Dias Lopes
7- Ian H. Murray
8- J. I Packer
9- João Calvino
10- John Piper
11- John Stott
12- Jonathan Edwards
13- Mark Dever
14- Martyn Lloyd Jones

15- Norma Braga
16- Wayne Grudem
17- R.C. Sproul
18- Russel Shedd
19- Solano Portela
20- 
Tim Keller

Recomendo!
Renato Vargens

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Você não está Pregando o Evangelho se...


Quando dois pastores se encontram pela primeira vez, a mesma pergunta sempre surge: quão grande é a sua igreja? E eu entendo. De que forma mais um pastor poderá determinar se é um sucesso ou um fracasso? Ministério pastoral não é como um esporte, no qual até mesmo as estatísticas mais obscuras (média de metros com domínio da bola depois da metade do primeiro tempo) são quantificadas e ganham valor. Ministério não é como os negócios, tampouco, com um relatório financeiro que não é distintamente vermelho ou distintamente preto. Ministério não é como a indústria, a qual é frequentemente resumida a quanto você vendeu e quanto ganhou em cada venda. Não, o ministério é muito mais nebuloso. Equações terrenas para determinar o sucesso ou o fracasso de um pastor são muito mais difíceis de conseguir.

Por causa da sua natureza nebulosa, alguns pastores tentam desesperadamente encontrar alguma medida ou número que os ajude a determinar se estão sendo bem sucedidos. Eles querem se assegurar de que estão fazendo um bom trabalho. Então, eles se voltam ao tamanho de suas congregações ou ao número de vezes que os sermões deles são baixados ou ao número de seguidores no Twitter que possuem ou aos metros quadrados de seus auditórios ou ao tamanho do orçamento da igreja. E ao mesmo tempo em que não há nada inerentemente errado com esses números, eles normalmente não são um bom indicador de se o pastor é ou não fiel à pregação do Evangelho. Na verdade, eles podem até ser enganosos, fazendo com que o pastor pense que ele é bem sucedido, quando, na verdade, é apenas popular (grande diferença).

Então, como um pastor pode saber quando está pregando fielmente o evangelho? Aqui estão alguns indicadores. Você sabe que está pregando o evangelho quando…

Você está menos impressionado consigo mesmo

Antes de poder pregar o evangelho a outros, você tem que ser capaz de pregá-lo para si mesmo primeiro. Você não pode levar outros a beber de um riacho que você mesmo não tenha descoberto. Como você sabe que prega o evangelho a si mesmo? Um sinal é que você está menos impressionado consigo mesmo do que você costumava estar.

Quando nós verdadeiramente entendemos o Evangelho, começamos a perceber que não somos grande coisa afinal. Em 1Coríntios 1:26-29, Paulo diz:

“Irmãos, reparai, pois, na vossa vocação; visto que não foram chamados muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre nascimento; pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes; e Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são; a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus.”

Deus não opera como em um time profissional de futebol. Ele não chama os melhores e os mais brilhantes ao gramado. Em vez disso, ele chama os fracos e os menores à salvação e aí os posiciona no ministério. Se você foi chamado ao ministério, não é porque Deus precisava de você no time dele. 

É porque ele se deleita em você e o queria em sua família. Quando nós aproximamos nossas mentes ao redor desta verdade monumental, isso nos permite deixar de tentar sermos impressionantes. Deus não está impressionado conosco, e nós também não deveríamos estar.

Você se sente menos impressionante conforme prossegue no ministério? Isso é boa notícia! Isso provavelmente significa que você está pregando o evangelho a você mesmo!

Sua igreja se torna mais bagunçada

Se você está pregando fielmente o evangelho, Deus motivará descrentes a serem salvos. Quando descrentes são salvos, eles vão à sua igreja, e trazem com eles suas bagagens. Salvação nunca acontece num vácuo. Nossos pecados, lutas e fraquezas não desaparecem no momento em que somos salvos. Quando uma mulher anoréxica é salva, ele é completa e totalmente perdoada, mas as chances são grandes de que ela continuará lutando contra a anorexia por algum tempo. Como um pastor, você tem o privilégio de adentrar à bagunça e ajudá-la a andar para fora dela. Quando um fornicador de série é salvo, seus pecados são imediatamente perdoados, mas a libido dele não é desligada. Como um pastor, você tem o privilégio de ficar ao lado dele enquanto ele luta contra a lascívia.

Não esqueça: quando você foi salvo, você trouxe sua bagunça com você (e você ainda é uma bagunça!). Se a sua igreja estiver ficando bagunçada, não fique desencorajado. Isso provavelmente significa que você está pregando fielmente o Evangelho!

As pessoas começam a ser honestas sobre elas mesmas

As boas novas do Evangelho são que Deus nos aceita como nós estamos, não como nós seremos. Em Cristo, nós somos totalmente, completamente e radicalmente aceitos. 100% da justiça de Cristo nos é creditada. Não 50%, não 85% – um glorioso 100%. Se você estiver pregando o evangelho em toda a sua bondade radical, as pessoas vão se sentir seguras em Cristo. Se as pessoas se sentem seguras em Cristo, elas podem parar de agir como se elas tivessem tudo no lugar. Se elas são justas em Cristo, elas não precisam fingir nenhum teatro. Elas, junto com você, podem ser honestas sobre lutas e pecados.

Quando as pessoas começam a ser honestas sobre as lutas delas, as coisas podem ficar… complicadas. Quando uma pessoa confessa atração por pessoas do mesmo sexo ou vício em drogas ou uma compulsão alimentar ou raiva intensa,ou um ato crônico de mentir ou total desesperança, isso pode criar camadas de constrangimento, tensão social e até divisão. Como um pastor, você tem o privilégio de ajudar pessoas a trabalharem através de complicações que o pecado cria. De ajudar pessoas a aplicarem o evangelho à atração pelo mesmo sexo, vício em drogas e raiva.
Se a sua igreja está ficando complicada porque as pessoas estão sendo honestas sobre si mesmas, não fique desanimado! Isso provavelmente significa que você está pregando fielmente o Evangelho.

Conclusão

Ministério não é um jogo de números. Não é ficar maior, melhor ou mais brilhante. Não é sair arrasando ou conquistando títulos. Ministério é bagunça. Ministério é complicado. Ministério é se tornar menos impressionado com você mesmo e mais ferido com o Salvador. Mas isso são boas notícias. Por quê? Porque isso nos permite sair da esteira da performance. Isso nos permite parar de nos sentirmos tão horríveis quando compararmos nossa igreja com outras igrejas. Quando nós estamos realmente pregando o Evangelho, tanto para nós mesmos quanto para outros, isso nos liberta. 
E isso resulta no tipo de sucesso que dura por toda a eternidade!

Tradução: João Pedro Cavani. Revisão: Yago Martins. © 2016 Ministério Fiel. Todos os direitos reservados. Website: MinisterioFiel.com.br. Original: Você não está pregando o evangelho se…