terça-feira, 14 de junho de 2016

Por que estamos infantilizando tanto os jovens?




Por Lucas Freitas




Nós, como igreja, através da superestimação do entretenimento e até mesmo da bajulação, estamos educando nossos jovens a serem imaturos, irrelevantes, infantis, descompromissados com Deus e Sua palavra, e a terem uma percepção da realidade da vida cristã um tanto quanto fantasiosa e por que não, banal.
Grande parte da liderança cristã passou a acreditar e a ensinar que a relação entre Deus e o homem é algo pautado na busca de sensações, emoções, bênçãos individuais, diversão, relacionamentos e prazeres temporais. O importante hoje é a promoção de um ambiente ‘cool’ para chamar a atenção do jovem e segurá-lo na igreja custe o que custar.
Para tanto, negocia-se a mensagem, a forma de culto, o conteúdo das músicas, a centralidade de Cristo, e tudo mais que possa compor a experiência da pessoa que estará presente na igreja. O problema é que quando subestimamos a eficiência da pregação da mensagem do evangelho e passamos a buscar complementos que, supostamente, venham suprir as expectativas daqueles que frequentarão nossos cultos, estamos assumindo, ainda que inconscientemente, a insuficiência da cruz de Cristo para redenção de todas as necessidades da vida humana.

 

Fazendo mal na ilusão que estão fazendo o bem


Atualmente, inúmeras são as iniciativas por parte das igrejas de se reproduzir dentro de suas quatro paredes, programas outrora considerados ‘mundanos’. É possível se encontrar baladas, festas, música eletrônica, raves, filmes, comilança, danças e uma infinidade de artimanhas que, para poderem ser colocadas em prática com a consciência limpa, vêm devidamente aprovadas com o ‘selo gospel de qualidade’.
Estas iniciativas, a priori, podem parecer saudáveis, mas no fundo são tentativas de proteger a juventude do embate com o mundo real. Ao invés de estarmos forjando homens e mulheres a partir do evangelho bíblico, que terão consistência e capacidade para enfrentar os difíceis desafios que encontrarão na realidade da vida, estamos, infelizmente, cooperando para a produção e promoção de uma subcultura autocentrada, que não tem poder real de influência algum dentro da sociedade, e que gera pessoas que sabem viver apenas em seu próprio gueto, aspecto este completamente contrário a universalidade da fé cristã histórica

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É pertinente dizer que não há nada de errado em se promover atividades para jovens dentro das igrejas. Entretanto, temos de ter o cuidado de não trabalharmos na perspectiva de que estas atividades devam ser uma espécie de blindagem oferecida ao jovem em relação ao que ele encontra no ‘mundo’. Se não ensinarmos a estes moços e moças a beleza e a contundência da fé cristã para todos os lugares e aspectos da vida, teremos de continuar alimentando-os com a subcultura gospel que insiste em continuar fazendo paródia do showbiz em seu campo de atuação na sociedade.

 

Por quê?


Raras são as igrejas que incentivam os estudos, o aprofundamento teológico e filosófico, que indicam boa literatura e promovem discussões realmente relevantes para o público jovem cristão. Enquanto isso, em outros ambientes secularizados da sociedade como universidades, cursinhos e movimentos estudantis, jovens acumulam alto volume de leitura de autores ateus como Marx, Engels, Nietzsche, Gramsci, Freud, e a mais recente safra de neoateístas, que embora sejam muito mal aceitos na academia, têm balançado a fé de muita gente, como Christopher Hitchens, Sam Harris, Richard Dawkings e Daniel Dannett.    
Esse tipo de prática atrasada da igreja resulta, por exemplo, na debandada de inúmeros jovens cristãos quando chegam à universidade. Como eles nunca foram alimentados consistentemente e seus pastores e líderes nunca se preocuparam em lhes apresentar as grandes questões da vida a partir do prisma da fé cristã histórica, eles se rendem à primeira ideologia que lhes parece mais interessante e rompem quase que de uma vez por todas com toda aquela cortina de fumaça religiosa que habitava suas mentes.
É grave admitir, mas por que tanta gente dentro da igreja é irresponsável, é desorganizada, é displicente, tem senso estético pobre? Por que tanta gente trai, por que nossos políticos são os mais ausentes da câmara federal e nossos artistas sofrem preconceito dentro de suas comunidades quando cantam, pintam ou escrevem algo que não seja gospel?
Quando foi a última programação que você participou que incentivou a juventude cristã a pensar a ciência como sendo parte do senhorio de Cristo sobre todas as coisas, a fim de oferecer a comunidade científica contrapontos teóricos e técnicos fundamentados na fé cristã? Quando foi que incentivamos nossos estudantes de direito a lutarem por leis mais justas? E nossa reflexão política diante da infinidade de acontecimentos que tem sacudido a nossa república, a quantas anda? Quando foi a última vez que promovemos dentro de nossas igrejas, conversas, encabeçadas por especialistas cristãos, sobre homossexualidade, ideologia de gênero, perseguição dos cristãos no oriente médio ou a influência da psicologia no pensamento cristão do século XXI? Onde estão nossos professores que não se renderam ao ensino de ideologias anticristãs em sala de aula? Poderíamos enumerar uma imensidão de outras atividades, mas gostaria de perguntar algo ainda mais central: onde estão nossos pastores comprometidos e submetidos ao ensino fiel das Escrituras Sagradas? Enfim, por que o número de evangélicos é cada vez maior, mas ainda não conseguimos perceber nenhuma mudança real na atuação da igreja no Brasil?


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Repensando o caminho


Todas as situações apontadas acima se devem, em grande parte, a falha da liderança da igreja na educação dos cristãos, principalmente quando ainda são jovens. Ao contrário do que muitos podem pensar, as atividades promovidas pela igreja não são intrinsecamente boas, elas podem muito bem ser destrutivas, negativas, mundanas e defraudarem a mensagem e abrangência do evangelho. Não podemos continuar incentivando a alienação e a busca desenfreada por entretenimento nas atividades que promovemos.
É momento de arrependimento, de busca por maturidade, de repensarmos as nossas bases teológicas e filosóficas. É momento de voltarmo-nos de todo coração a um compromisso firme com Cristo Jesus e sua Palavra. Blindar a juventude com ‘atividades legais’ dentro da igreja não é o caminho, nossa fé histórica exige que nossa proposta para o mundo vá muito além disso.
A igreja cristã não deve ensinar seus jovens a relativizarem o estudo e o aprendizado de boa teologia. A igreja cristã não deve subestimar o potencial de seus próprios jovens ensinando-os a subestimarem a mensagem genuína do evangelho de Cristo substituindo-a por crendices e métodos mundanos a fim de promover bem-estar e distração para gente que não está preocupada com mudança de vida, muito menos com a glória de Deus. Pelo contrário, com os pés fundamentados na rocha, a igreja deve andar na verdade que redime o pecado e promove transformação efetiva do coração do homem. Só assim estaremos contribuindo, de fato, para o crescimento, formação e fortalecimento da nossa juventude tão carente de referenciais, o que culminará inevitavelmente numa concreta sinalização do Reino de Deus nos mais diversos campos da nossa existência. Seja Cristo, nossa forca, nossa única esperança.

Que Deus nos alcance! 

Extraido  http://minhavidacrista.com

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Ministério de Coreografia Mais Uma Heresia!

DANÇANDO COM O DIABO

A dança, que começou, em algumas igrejas, como uma coreografia simples, executada ao som de hinos melódicos, ficou mais complexa, até evoluir para apresentações de balé e shows de hip-hop. Hoje, não há mais limites! Já temos o erotizante funk dentro de algumas igrejas, além coreografias quase idênticas (sem exageros) às performances dos dançarinos da Madonna, da Britney Spears e da Beyoncé.

Seria possível um retrocesso? Creio que não, pois os corações estão endurecidos. Mesmo assim, não posso me omitir, que muitos preferem evitar para não irritar a maioria. Isso mesmo: a maioria.
Quando a dança passou a fazer parte da liturgia evangélica? Lembro-me de que, há pouco tempo, não víamos cultos com dança na igreja brasileira.
De uns tempos para cá, alguns “revolucionários” descobriram a “América”! Aliás, dois destes “descobridores”, por ironia, foram presos na América do Norte por evasão de divisas.
Como não tem havido combate à secularização (Rm 12.1,2), nossos cultos estão cada vez mais carregados de atrativos para a “galera”. Apesar disso, em 1 Coríntios 14.26-40, vemos que o culto a Deus deve ser ordeiro, decente, tendo como elementos principais: o louvor a Deus (salmo), a exposição da Palavra (doutrina) .
É triste ver como as superfluidades, as efemeridades, estão ocupando espaço no culto coletivo a Deus. Há algum tempo, os jovens passavam a noite em vigília, orando, estudando a Palavra. Assim acontecia nas décadas de 1980 e 1990. Hoje, os jovens vão para a “balada gospel”, graças ao incentivo de líderes inescrupulosos, sem compromisso com a Palavra de Deus, movidos por outros interesses pessoais. Tais “revolucionários” dizem de boca cheia que são contrários ao legalismo, mas não se aperceberam de que são mundanos e porta-vozes do mundanismo.
O site YouTube contém vídeos e mais vídeos que mostram o que tem ocorrido em igrejas evangélicas lideradas por “revolucionários”. Excesso de louvor (se é que podemos chamar as cantorias intermináveis e as danças de louvor!), bem como números teatrais demorados, que para muitos desses “descobridores” têm o mesmo efeito da Palavra… Que engano! Nada substitui a exposição da sã doutrina! Caso contrário, o Senhor Jesus não teria dedicado boa parte de seu ministério à explanação das Escrituras. E Ele é o nosso modelo (1 Jo 2.6; Mt 11.29), e não pastores de megaigrejas, os quais inovam a cada dia, haja vista sua motivação principal ser a arrecadação de dinheiro (2 Co 2.17; 1 Tm 6.9).
Reafirmo, com inteira convicção (mesmo que eu fique só), que não há base bíblica nenhuma para se introduzir danças no culto, tampouco para chamá-las de ministério, como muitas igrejas estão fazendo. Os “revolucionários” citam Davi como um praticante da dança no culto a Deus. Mas a própria Palavra do Senhor depõe contra tal subterfúgio. Quem estuda a Bíblia sem preconceito, sabe que o próprio Davi, ao organizar o culto na antiga aliança, juntamente com Asafe, não fez nenhuma menção à dança. Pelo contrário, ele estabeleceu apenas cantores e músicos (1 Cr 25).
Ora, se Deus gosta tanto de dança, por que Davi, um homem segundo o coração de Deus — que inclusive dançou do lado de fora do templo —, não a incluiu na liturgia? Se ele e Asafe tivessem estabelecido dançarinos e coreógrafos, tudo ficaria claro. Não haveria nenhum obstáculo às danças na casa de Deus. Mas quem examina as Escrituras à luz dos contextos histórico, cultural e literário sabe que a dança de Davi foi um ato único, pessoal, fora do Templo, isolado, e não litúrgico, exemplar ou inaugural.
Não só a dança de Davi, mas a de Miriã, também muito citada pelos “revolucionários”, foram atos à parte, fora do culto, patrióticos, pelos quais eles extravazaram a sua alegria. O Senhor não os condenou por suas danças, mas elas também não passaram a fazer, a partir de então, parte do culto coletivo a Deus. E isso explica o fato de não haver no Novo Testamento nenhum incentivo à dança no culto coletivo, apesar de muitos agirem como se houvesse apoio irrestrito a ela nas páginas sagradas.
Os “revolucionários” não querem saber de Bíblia. Apascentam-se a si mesmos e desviam o povo da verdade. Se eles pudessem, impediriam o povo de estudar as Escrituras. Como não podem fazer isso, a sua estratégia tem sido induzir as pessoas ao erro. Empregam, por exemplo, textos isolados dos Salmos como incentivo a toda prática mundana dentro das igrejas. Mas as duas passagens preferidas deles, os Salmos 149 e 150, não abonam a dança no culto.
Discute-se qual é a significação exata do termo original contido nos mencionados Salmos, o qual pode designar “dança”, “flauta” ou “shofar”. No entanto, deixando essa divergência de lado, digamos que, em Salmos 149.3 e 150.3, esteja escrito mesmo, à luz do hebraico: “Louvai ao SENHOR com dança”. Mesmo assim, os tais versículos não avalizam a dança no culto cristão. Lembremo-nos de que a mensagem da Bíblia se dirige a três povos: judeus, gentios e cristãos (1 Co 10.32). E nem sempre um texto pode ser considerado “universal”, isto é, aplicável aos três povos.
É interessante como os “revolucionários” interpretam a Bíblia segundo os seus interesses. Se fôssemos aplicar a nós, hoje, o que diz o Salmo 149, na íntegra, teríamos de louvar a Deus com danças e uma espada na mão (literalmente), tomando vingança (literalmente) das nações! Alguém dirá: “Que exagero. A espada e a guerra devem ser aplicadas de maneira figurada”. Então, por que a dança deve ser aplicada por nós de modo literal?
Os defensores da dança também se valem de 1 Coríntios 6.20. Mas veja o que diz a Palavra de Deus, em seu contexto: “Fugi da prostituição. Todo o pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo.
Ou não sabeis que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus” (vv.18-20).
O que é glorificar a Deus no corpo? Significa não pecar contra Deus por meio do corpo! Somos o templo do Espírito, pertencemos ao Senhor, e nosso corpo nunca deve ser profanado por qualquer impureza ou mal, proveniente da imoralidade, nos pensamentos, desejos, atos, imagens, literaturas (2 Tm 2.22; 1 Jo 2.14-17; Sl 101.3). O texto em apreço, por conseguinte, não é uma “carta branca” para dançar ou empregar qualquer expressão corporal para glorificar a Deus.
No entanto, reitero que não há base bíblica para o que chamam hoje de “adoração através da dança” ou “adoração extravagante”. A despeito de ainda haver igrejas mais moderadas e reverentes, a dança nunca foi uma forma de louvor a Deus, e sim uma maneira de se exteriorizar alegria ou agradar uma platéia. Lembra-se da filha de Herodias? Ela dançou para o público e agradou Herodes.
Segundo a Bíblia, Deus é exaltado por meio de cânticos, e não mediante danças (Sl 57.7). O cântico, ao contrário da dança, é atemporal, não restrito a povos e culturas (Cl 3.16; Ef 5.19). Mas os “revolucionários” pensam que o evangelho se submete à cultura dos povos. Que engano! Pensam eles, erroneamente, que o africano tem de tocar tambores na casa de Deus e que o brasileiro tem de sambar diante do Senhor…
É o evangelho de Cristo que influencia e muda hábitos culturais, e não o inverso. “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2 Co 5.17). Fundamentalmente, não há nenhuma passagem — repito — nas páginas veterotestamentárias e também do Novo Testamento que abone, verdadeiramente, a introdução da dança no culto.
Mas, por que há tanta dificuldade em se entender isso? Por que a maioria prefere que haja danças no culto e músicas mundanas? Na verdade, os “revolucionários” priorizam a satisfação momentânea das pessoas, e não a vontade Deus. Ah, se nos conscientizássemos de que o culto é para Deus, e não para satisfazer pessoas! Como seria maravilhoso se nos convencêssemos de que a maneira de Deus falar, no culto, não é por meio de danças, coreografias, peças teatrais, e sim pela sua Palavra!
Que eles reflitam melhor à luz da Palavra e cumpram a vontade do Senhor (Sl 119.105; Mt 7.21-23). E que façamos valer a oração-modelo deixada pelo Senhor Jesus: “Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu” (Mt 6.10).

Na igreja Primitiva em nenhum lugar, você pode ler de atos ate Apocalipse que você não vai ver nenhum indício de ministério de dança e nem no velho testamemto um indicio que que os Levitaas tinham um grupo de mulheres que ficava la na frente da assembleia do senhor balançando seus corpos.


E fica a pergunta: se as garotas lá na frente estão adorando, a platéia ta fazendo o que nesse momento?? adorando ou vendo um show??

 http://nadefesadacristandadeefe.blogspot.com.br

terça-feira, 7 de junho de 2016

Porque a Sara Nossa Terra é Uma Seita






Há alguns dias um depoimento de uma ex-integrante dessa suposta igreja, Sara nossa Terra, e o relato foi postado em nossa página no Facebook. Houve dezenas de comentários de pessoas que não 
concordaram com o que foi dito ali, nem com nossa postura de por meio dos acontecimentos refutar, como já fizemos em outras vezes seja na página ou em nosso blog. Mas este texto dessa vez será mais profundo, pois estarei expondo aqui as heresias e o porque vejo a SNT (Sara nossa Terra) como uma seita e não como uma igreja que preserva a são doutrina.
Abaixo um rápido quadro comparativo onde conceitos básicos encontrados em um igreja sadia e na SNT:
Todas as informações acima, são encontradas nestes dois perfis.
Agora para sabermos se algum ensino é uma seita ou uma heresia temos que submete-lo as Escrituras. Eu poderia ficar aqui por horas falando por cada ponto herético apresentado da SNT, mas 
vamos nos atentar aos citados acima
1)  Confissão Positiva / Teologia da Prosperidade
Um dos maiores câncer do meio Cristão hoje é essa corrente que defende esse "revelação", ela é totalmente antibíblica e remete a um "outro evangelho" onde a centralidade não é Cristo.
"A teologia da prosperidade, à semelhança da teologia da libertação e do movimento de batalha espiritual, identifica um ponto biblicamente correto, abstrai-o do contexto maior das Escrituras 
e o utiliza como lente para reler toda a revelação, excluindo todas aquelas passagens que não se encaixam". Augustus Nicodemus.
2) Julgo sobre os irmãos - Metas nas células 
Para arrecadar mais e mais e aproveitando este formato do G12 a SNT, impõe aos líderes e seus liderados metas a serem batidas. Mandam os jovens para semáforos para vender doces e bombons, 
falam para os irmãos desempregados "capinar um terreno", pedem para as irmãs prepararem cupcakes, mas o dinheiro arrecadado vai para o topo do pirâmide e não para ajudar aos pobre e os necessitados.
3) O Julgo do líder
Se você está lendo este texto é ainda faz parte da SNT e está pensando em namorar, tenho mais notícias para você, se o seu líder não aprovar a ideia ou não for 'generoso' em estipular um 
prazo para o namoro menor, seu sonho de ter um relacionamento pode atrasar. Isso sem contar as manifestações idólatras que já recebi em meu canal do youtube e em postagens do Facebook, onde 
pessoas ligadas a SNT até usaram de ameaças e xingamentos, tudo em prol de defender um líder que a cada dia aumenta mais seu patrimônio.
4) Quebra de maldições
Como em algumas igrejas neo-pentecostais, a quebra de maldição é algo clássico, mas o que chama a atenção é a quebra de maldição hereditária. Inclusive o Bispo Rodovalho lançou um livro com tentando injetar ainda mais essa heresia dentro da mente já cauterizada de seus comandados, o nome do livro é "Quebrando as Maldições Hereditárias". 
5) G12/MDA/M12
Com uma ideia a principio interessante de "evangelizar', de falar do amor de "Jesus", ele (G12, MDA, M12) vem chegando, quando menos percebe já se tornou uma empresa, com regras, metas, 
chefes (líderes), e a prestação de contas já habitual.
6) O Criador da seita, Bispo Rodovalho, diz que há dinheiro no céu
Segundo Rodovalho, o dinheiro é “um bem que já tramitava no meio dos anjos, [pois] Lúcifer tinha, antes da queda, algum tipo de comércio”.
7) Ao recém convertido, depois de "aceitar a Jesus", ele vai para um dito "encontro com Deus", e nesse encontro ele passa por experiências que vão desde aberrações como imitar um animal, 
regressão, e em casos mais extremos até "perdoar" Deus, tudo "segundo o espírito santo"
8) Seu criador já foi Deputado e teve nome envolvido em escândalos de corrupção
O envolvimento da denominação com a política tem aumentado a cada dia, ao ponto de algumas igrejas serem obrigadas e eleger candidatos.
Após essas pequenas análises desses pequenos pontos, ainda acredita que a Sara nossa Terra não é uma seita?

Culto Segundo as Escituras





Rogo-vos pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.” Romanos 12.1.

No primeiro verso do capítulo 12 da carta à igreja de Roma, o apóstolo Paulo nos mostra a forma do culto racional e diário, assim como Moisés escreve o segundo mandamento (Ex 20.4-6; Dt 4.15-19) como regulamento do mesmo. A Bíblia revela, do começo ao fim, como devemos adorar a Deus e a forma como foi constituída essa adoração. O culto segundo as Escrituras provém da Escritura, é a palavra escrita que determina o culto solene. Não parece ser tão óbvio assim, devido a real situação do culto na maioria das igrejas. É tanto urgente, como necessário, oferecer o conceito de culto para que o culto seja devidamente estabelecido. Culto poderia ser definido como: ajuntamento solene com o propósito de glorificar a Deus de forma reverente e com muito temor. O povo da aliança é convocado de forma santa a cultuar a Deus de acordo com Hebreus 12.28-29, lembrando assim que Deus é fogo consumidor:

Pelo que, recebendo nós um reino que não pode ser abalado, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus agradavelmente, com reverência e temor; pois o nosso Deus é um fogo consumidor.

Tanto no Antigo como no Novo Testamento a estrutura do culto é abastecida de temor ao Senhor. Perceba que Hebreus 12 tem ecos do Salmo 50.3-4, como exemplo disso temos o que aconteceu no Monte Sinai. Deus exige um culto conforme Ele deseja e somente o aceita dessa forma. A exigência divina deve ser percebida, Ele exige um culto santo, pois é fogo consumidor. Nas palavras do Rev. Kenneth Wieske [1] sobre o caráter do culto solene: “Desde o Antigo Testamento já era necessário obedecer e atender à santa convocação do Senhor. Quando Deus convocava seu povo diante do Monte Sinai que fumegava, relampejava, trovejava e via-se a presença dos anjos (At 7.53; Hb 2.2; Dt 33.2), quem ousaria dizer 'não, não posso ir ao culto, pois tenho outros compromissos? Acho que papai e mamãe irão, mas eu tenho alguma coisa a comprar no shopping'. Que nada! Deus estava convocando seu povo e ai daquele que não obedecesse ao seu chamado! Se naquela época era impensável se desprezar a santa convocação, quanto mais hoje?”. Eis o que a CFW diz a respeito no capítulo XXI sobre o assunto do culto solene [2]:

“A luz da natureza mostra que há um Deus, que tem domínio e soberania sobre tudo, que é bom e faz bem a todos, e que, portanto, deve ser temido, amado, louvado, invocado, crido e servido de todo o coração, de toda a alma e de todas as forças; mas, a forma aceitável de adorar o verdadeiro Deus é instituída por Ele mesmo, e é tão limitada pela sua própria vontade revelada, que ele não pode ser adorado segundo as imaginações e invenções dos homens, ou sugestões de Satanás, nem sob qualquer representação visível, ou de qualquer outro modo não prescrito nas Santas Escrituras.

O culto segundo as Escrituras deverá ter características fundamentalmente bíblicas. Ele deve ser unicamente e devidamente bíblico, evangélico, pactual, histórico, alegre, litúrgico e reverente [3]. O culto bíblico que o Senhor instituiu tem implicações nos dez mandamentos. Encontramos esses princípios nos primeiros mandamentos, onde Deus estabelece quem deve ser adorado, como deve ser adorado e a reverência dessa adoração. No primeiro mandamento (Ex 20.3; Dt 5.7) há uma ordem, “não terás outros deuses diante de mim”, aqui aprendemos a quem unicamente devemos adorar. No segundo mandamento (Ex 20. 4-6; Dt 5. 8-10) observamos a maneira que Ele instituiu essa adoração e nos deixou avisados da forma que Ele mesmo abominaria se fizéssemos.
Não farás para ti nenhum ídolo, nenhuma imagem de qualquer coisa no céu, na terra, ou nas águas debaixo da terra. Não te prostrarás diante deles nem lhes prestarás culto, porque eu, o Senhor, o teu Deus, sou Deus zeloso, que castigo os filhos pelos pecados de seus pais até a terceira e quarta geração daqueles que me desprezam, mas trato com bondade até mil gerações aos que me amam e obedecem aos meus mandamentos.” Êxodo 20. 4-6.

No terceiro e quarto mandamentos, de forma contínua é pressuposto o dia e a reverência dessa adoração (Ex 20.7-11; Dt 5.11-15). Nem as especulações humanas, nem muito menos a sinceridade de um coração é suficiente para celebrar o Deus Triuno no culto solene. A exemplo disso temos Caim (Gn 4.5), Nadabe e Abiú (Lv 10.1-2), Uzá (2 Sm 6.6-7) que tentaram da sua própria forma realizar um culto e/ou oferecer um serviço na presença de Deus.  

O culto deve ser bíblico pelo inequívoco fato de que Deus, em Sua palavra, já ter regulado os elementos do culto e seus princípios que são segundo a sua vontade (Dt 12.29-32). Deus revela em Sua sagrada palavra tudo o que precisamos para cultuá-lo com zelo pela sua glória e reverência pelo seu nome. Desejo sincero não significa culto aceitável, cumprimento bíblico sim. Oferecer um culto ao Senhor sem ser prescrito pela Sua palavra é uma profanação a sua pessoa. Um culto à si mesmo é condenado pela própria Escritura (Cl 2.23). Não há desculpa para se apartar da regra, a regra é clara. O que não é proferido não pode ser oferecido. Segundo Daniel Hyde, em poucas palavras [4]: “Em tempos de analfabetismo bíblico, precisamos de um culto cheio das Escrituras, com uma linguagem escriturística em cada aspecto, das leituras responsivas e cânticos, às orações e leituras bíblicas propriamente ditas.” Importa que estejamos aptos para compreender que o culto segundo as Escrituras precisa ser cheio das Escrituras. 

O culto deve ser evangélico, isto é, alicerçado nas boas novas de salvação em Cristo Jesus. O culto deve ser cristocêntrico, deve ter o evangelho ressoando do começo ao fim. O culto deve ser evangélico devido a obediência ativa e passiva de Cristo, Ele mudou tudo. Temos livre acesso a presença de Deus, o evangelho - Cristo nos garantiu esse caminho novo a presença do Criador (Ef 2.11-22; Hb 10.19-22). Temos um grande sacerdote sobre a casa de Deus, o autor aos Hebreus afirma com clareza que através do sangue de Cristo podemos confiantes nos aproximar humilhados além do véu. “Assim, aproximemo-nos de Deus com um coração sincero e com plena convicção de fé, tendo os corações aspergidos para nos purificar de uma consciência culpada e os nossos corpos lavados com água pura.” Hebreus 10.22. Assim como Abel (Hb 11.4), podemos nos aproximar com plena convicção de fé e um coração sincero, um culto superior, pois é segundo as Escrituras. O culto é evangélico pois o evangelho é o reflexo daquilo que é pregado, orado e cantado. O povo do pacto é alimentado pelo evangelho e o Espírito Santo atrai os incrédulos para ouvir as boas novas de salvação. A grande questão é que nos nossos dias os cultos foram divididos por temas. E com isso há grandes prejuízos. Me parece que o que temos hoje são fatias de um bolo que não poderia ser ratificado. Culto de adoração, culto da consagração, culto evangelístico, culto de oração e/ou doutrina. Acredito que o culto deverá conter esses elementos, não há culto solene sem oração ou exposição da sã doutrina. Não poderá haver culto sem o evangelho ou sem consagração. Todo culto deverá conter elementos prescritos na palavra, como disse Timothy Keller [5], em resumo:
“se o culto de domingo visa em primeiro lugar o evangelismo, aborrecerá os santos. Se visa principalmente a instrução, confundirá os incrédulos. Mas se visa louvar o Deus que salva pela graça, isso vai instruir os de dentro e desafiar os de fora. A boa adoração corporativa será naturalmente evangelística”. 

Complemento dizendo que, todo esforço não será útil para somente abastecer os santos ou atrair os incrédulos, o culto deve ser bíblico e conter elementos que glorifiquem o Senhor, que é santo e soberano sobre todos os corações.


O culto deve ser pactual, significa não ser tradicional ou moderno. Essas formas culturais de culto não são apropriadas ao contexto teológico segundo as Escrituras. Manter a distância das formas contextualizadas de culto segundo as especulações humanas deve ser o dever do cristão. O culto deve ser pactual pelo fato de ser baseado na aliança de Deus com o seu povo. De acordo com a continuidade do Antigo e Novo Testamento, conforme prescrito na lei. O culto deve ser pactual porque possui um caráter legal e íntimo como um casamento, a comunidade dos eleitos com o Deus Triuno (Ef 5), uma verdadeira aliança. Muitos podem objetar dizendo que precisamos de um culto contemporâneo, com a intenção de atrair uma nova geração de crentes que vivem em uma outra forma cultural de adoração. Engano! Nosso culto deve ser guiado pelo padrão das Escrituras, não é a cultura que dita a forma da santa convocação nem os elementos oferecidos na adoração. Outros podem destoar do conceito de culto pactual, devido não ser uma linguagem acessível. No entanto, como disseram os reformadores devemos falar no vernáculo, ou seja, numa linguagem compreensível. A ordem da pactualidade do culto solene não despreza uma linguagem acessível, nem muito menos a suficiência do texto sagrado. A estrutura que predomina nas Escrituras é o pacto, a Bíblia é um documento pactual, deve ser necessário essa compreensão para não restar dúvidas sobre essa forma de culto. Há um diálogo entre Deus e o Seu povo no culto, vejamos essa citação: “Deus nos diz: 'Eu serei o seu Deus' e nós respondemos: 'Nós seremos o seu povo'. Deus nos chama à adoração e respondemos em cântico. Deus nos fala a sua Lei, nós lhe respondemos com a confissão dos nossos pecados. Ele nos absolve dos nossos pecados, nós respondemos em oração. Ele nos fala pela Palavra e nos sacramentos, nós respondemos com dádivas de gratidão e doxologia. Isto é o que realmente significa dizer que o nosso culto é pactual.” O culto é a renovação da promessa pactual que Deus fez em Cristo conosco, esse pacto da graça é renovado a cada semana na exposição da Palavra e nos Sacramentos. 

O culto deve ser histórico porque é necessário que seja coerente com a doutrina dos apóstolos, que tenha continuidade com a história da igreja e que realce a maneira que os nossos antigos cristãos cultuaram solenemente o Deus Triuno. Deve ser um culto histórico e unido a tão grande nuvem de testemunhas (Hb 12.1). Quando nos reunimos no dia do Senhor, devemos ter em mente que estamos de forma coerente afirmando aquilo os antigos cristãos também afirmaram sobre a solenidade e simplicidade do culto. Seguindo o modelo básico da igreja primitiva sobre o culto, conforme testemunho dos pais da igreja, dos reformadores e seus escritos. Como afirma o Hyde [6], “em resumo, seguimos este modelo básico da Igreja primitiva de culto, no qual a Palavra é lida e pregada, os sacramentos são celebrados com ação de graças, orações de confissão, intercessão, graças são dadas, e as ofertas do povo de Deus coletadas para o ministério da misericórdia.

O culto deve ser alegre e reverente, e isso quer dizer cheio de temor ao Senhor. Não espontâneo e sem entendimento. Aqui, chegamos num ponto controverso. Quem disse que um culto recheado de risos, gritos e danças é um culto alegre? Quem disse que um culto silencioso, harmonioso, sem expressões extravagantes é um culto triste? A liquidez dos cultos perde completamente o sentido de alegria sólida e perseverante. Segundo os Salmos, o culto é extremamente alegre e reverente (Sl 100.1-3). Percebemos o salmista enfatizando extrema alegria e temor. A questão é que a falta de percepção de quem nós somos não permite-nos entender o que significa verdadeira alegria no culto ao Senhor. Não seria a hora de entender o que de fato é, e não é alegria? Alegria não quer dizer ter liberdade para fazer o que quiser, também não quer dizer oferecer ao Senhor o seu culto do seu jeito conforme seu bem parecer. Um culto alegre significa uma grande expectativa que Deus irá lançar sobre nós a Sua graça quando diante dEle estivermos reverentes com tremor e temor (Sl 2.11). O culto alegre é um deleite na bondade do Senhor e em resposta manifestamos nossa gratidão diante do seu favor. A alegria é a condição de um coração que foi profundamente convicto dos seus pecados diante de um Deus Santo que foi compassivo e misericordioso. A alegria de um culto é a qualidade de um coração que foi livre da condenação e aceito por um supremo e justo redentor. Alegria e agitação não são sinônimos, emoções desenfreadas e extravagantes na verdade só enfatizam falta de reverência e temor diante de Deus que é fogo consumidor. Nas palavras do Robert Godfrey [8], “Devemos lembrar que reverência nem sempre significa calma, e alegria nem sempre significa ruído. Alegria e reverência são, antes de tudo, atitudes do coração para as quais procuramos manifestações apropriadas no culto. A alegria pode ser intensa no canto de uma canção muito tranquila. A reverência pode ser manifesta no cantar alto.” Devemos a exemplo dos santos no AT e NT oferecer ao Senhor um culto alegre e reverente, grandes coisas fez o Senhor por nós e por isso estamos alegres (Sl 126.3).

O culto de ser litúrgico, organizado e estruturado. Isso não quer dizer mecânico ou seco, como se não houvesse vida. O culto deve ser compreensível e simples, seguido conforme o rito (Lv 9.16 cf. Lv 10.1; Dt 12.29-32), isso não quer dizer cheio de rituais antropocêntricos. Liturgia ou ordem de culto significa um serviço, Cristo e o Seu povo como num banquete santo, uma atividade pactual. Nos é devido adorar ao Pai em espírito e em verdade (João 4.24), todavia, existe uma estrutura para que essa adoração seja oferecida. A necessidade da liturgia não é transformar o culto em ritos idolátricos, a ausência da liturgia não quer dizer que o culto torna-se dirigido pelo Espírito Santo. É necessário cautela, precisamos ser fiéis ao padrão divino que está prescrito em Sua palavra. Uma estrutura litúrgica bíblica de culto não será enfadonha ou cansativa, será sim, de grande ensinamento e isso apontará a glória de Deus em Cristo. O centro da liturgia é a Palavra de Deus lida e proclamada, como também os Sacramentos administrados corretamente. A congregação entoa cânticos, faz orações e confissões, declara a confissão de fé e ajunta ofertas para os necessitados, finalizando com uma benção, desafiando os cristãos a seguirem firmes e com fé na proclamação do evangelho. Os elementos do culto, conforme prescritos nas Escrituras, precisam enfatizar e anunciar o Senhor Jesus Cristo e seu supremo e perfeito sacrifício. A igreja precisa compreender que a cultura não tem autoridade sobre o culto ao Senhor. O Culto conforme o Evangelho é contra e supra cultural. A adoração deve ser segundo as Escrituras, o sermão expositivo deve ser compreensível, os sacramentos devem ser administrados corretamente, as orações e ações de graça no culto precisam ser rendidas segundo a vontade soberana e a renovação pactual estabelecida. Combatemos o culto místico, louvores que exaltam o homem, uma liturgia idólatra, confissões positivas, apelos compulsivos, orações que obrigam Deus satisfazer desejos ególatras. Juntamente com as Escrituras precisamos priorizar o culto solene abastecido de sermões expositivos, liturgias confessionais, sacramentos biblicamente administrados e orações humilhadas. Nas palavras de Calvino temos uma ótima advertência [9]:
“Exortamos os homens a que não adorem a Deus de modo frígido e descuidado, e enquanto apontamos o modo, não podemos perder de vista o fim, nem omitir qualquer coisa que diga respeito àquilo que apontamos. Proclamamos a glória de Deus em termos muito mais elevados do que estávamos acostumados a proclamar antes, e com todo vigor trabalhamos para tornar as perfeições nas quais a glória de Deus brilha mais e mais conhecidas. Exaltamos tão eloquentemente quanto podemos seus benefícios a nós, ao tempo em que conclamamos outros a reverenciar sua majestade, render a devida homenagem à sua grandeza, sentir a devida gratidão por sua misericórdia, e nos unirmos em seu louvor.

Portanto, concluo que devemos rejeitar todo e qualquer culto a si próprio. O culto do ego, das habilidades, das conveniências. Rejeitemos com força a hipocrisia dos fariseus e a religiosidade dos líderes dos judeus. Rejeitemos toda influência cultural e que a cada semana seja a nossa doxologia oferecer ao Senhor um culto segundo as Escrituras.
Apliquem-se a fazer tudo o que eu ordeno a vocês; não acrescentem nem tirem coisa alguma.” Deuteronômio 12. 
 Autora: Morgana Mendonça dos Santos 
Divulgação: Bereianos

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Silas Malafaia Reúne Líderes em Ato Profético(patético) em Brasília

Nesta quarta feira (01/06) o telepastor, vendedor de quinquilharias gospel e pregador de indulgencias modernas Silas Malafaia, seu fiel escudeiro Jabes de Alencar, junto com  vários líderes de diversas denominações evangélicas, além da trupe "levitas" Fernanda Brum, Eyshila, Fernandinho, Cassiane e Nani Azevedo, se reuniram em frente à esplanada dos ministérios em Brasília para a realização de mais um ato patético profético destes que não mudam nada mas que angariam seguidores e ajudam a ostentar o tamanho dos seus ministérios. 


Seguidos por uma turba de religiosos do tipo que costuma comer qualquer sermão medíocre sem questionar, e que acatam comandos absurdos sob pretexto de não tocar no ungido, estes pastores (apóstolos, bispos, semi-deuses e pikachus das galáxias) se uniram para protestar contra a corrupção. Sim, foi isso mesmo que você leu: Os maiores mascates da fé, os caras que comercializam Cristo no atacado e varejo, unidos em um evento contra a corrupção. Brilhou por sua ausência o pai-póstolo nascido do útero profético da virgem maria dos crentes, Renê Terra Nova, mas explicaram que ele estava se preparando para uma conferência.

Dizem que a manifestação foi tão poderosa que já tem deputado, senador, ministro e ex-presidente querendo devolver a grana do mensalão e do petrolão. Eles ficaram tão sensibilizados pelo ato patético profético que já falam em restituir 4 vezes mais aos seus ofensores. Não, zuera! É claro que nada mudou após a profetança dos pastores em Brasilia, pois não é com artes mágicas que a gente muda o país, mas com a força do povo nas ruas em voz uníssona e exercendo conscientemente o direito do voto (Eita, fiquei patriota!), mas isso também é assunto para outro post. Voltemos então aos atos proféticos.
Por que é que eu implico tanto com os atos proféticos? O que há de tão errado com eles a ponto de provocar semelhante indignação e me fazer perder tão precioso tempo do meu dia escrevendo algo que provavelmente fará com que eu seja achincalhado de todos os pejorativos possíveis, além de ser taxado como carnal, perseguidor dos "ermãos" (sim, eles escrevem mal pacas!) e "crítico que não faz nada"? As razões de minha implicancia serão descritas à seguir:

Atos proféticos que não mudam nada


Em primeiro lugar, os atos proféticos estão construídos sobre uma exegese mediocre e imaginativa, e não em bases bíblicas sólidas. Em outras palavras, como diria o padre Quevedo, "iso non ecxisti"! Segundo o bam-bam-bam manauara ungido a patriarca pelo falso profeta Morris Cerulo, um ato profético é uma "linguagem profética que traz ao reino físico a existência do mundo espiritual". Em outras palavras, segundo Renê Terra Nova o ato profético seria uma espécie de abracadabra que faz com que as coisas simplesmente apareçam do nada. É como se nossas palavras tivessem poder criativo. Mas será que elas tem mesmo?

Ora,  única palavra que tem poder criativo é a palavra de Deus. Ele tem o poder para criar mundos do nada e de trazer a existencia aquilo que ainda não existe. Mas esse poder é dele, e não nosso: Nenhum homem, por mais fé que tenha, pode acrescentar um côvado à sua estatura (palavras de Jesus!), nem tornar um fio de sua cabeça branco ou preto (de forma natural. Colorantes não contam!). Então não adianta espernear, chorar nem fazer beicinho: Não existe base bíblica para atos proféticos! Não dá pra mudar a realidade fazendo magia branca nem mandinga de crente. Mesmo que o Tiririca se converta e ainda que ele declare beleza com toda a fé do mundo, ele nunca vai ser o George Clooney, da mesma forma que o pseudônimo de "Dona Bela" repetido à exaustão não pôde dar atributos de beleza à saudosa atriz Zezé Macedo da Escolinha do Professor Raimundo (Coitada, morreu feia).

Atos proféticos não possuem base bíblica


A segunda razão porque odeio os atuais atos proféticos é porque eles não se assemelham aos verdadeiros atos proféticos da bíblia. Quando um profeta bíblico fazia algum tipo de representação/encenação profética, era para ilustrar uma realidade existente, e não para modificar, criar ou transformar aquilo que já existia. Um exemplo disso é o casamento do profeta Oséias com uma prostituta. A união tinha o propósito de ilustrar o fato de que a nação estava prostituída com falsos deuses. Tais encenações proféticas tinham a finalidade de ensinar, instruir, elucidar, e não de transformar. Toda a dramatização tinha uma finalidade pedagógica, e nunca foi usada como chave mística ou abracadabra para "desatar no mundo espiritual as bençãos de Deus sobre a vida dos fiéis".

Atos proféticos ofuscam a Palavra 


Finalmente, eu realmente tenho ódio das lambanças proféticas neopentecostais porque entendo que elas tem substituído o verdadeiro ato profético da igreja. Ora, o que pode ser mais profético do que a pregação da Palavra de Deus? Aquele que quer ser profeta, deveria preocupar-se em falar as palavras do Senhor, pois este é o verdadeiro significado da profecia, mas infelizmente não é isso que vemos. Abundam atos proféticos esquisitos, falta pregação nos púlpitos das igrejas. Sobra espaço para misticismo, enquanto a verdadeira profecia inspirada (A Palavra de Deus dada a nós!) vem sendo relegada a um papel secundário, mero adorno de púlpito, apenas uma coadjuvante nesse imenso circo que a igreja evangélica brasileira se converteu.
Escrevo essas linhas em tom de desabafo, com a alma já calejada por 9 anos de incessantes posts de advertencia neste espaço. Aguardo agora os xingamentos eloquentes e o repetido jargão "crente não pode julgar" sendo digitado freneticamente na timeline da nossa fanpage. Mas a vida é feita de escolhas, e no dia que escolhemos criar esse espaço cibernético chamado Púlpito Cristão, eu já sabia que estaria na mira daqueles que dedicam a vida a "criticar os críticos e julgar os juízes". Então, que comece o mimimi!

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Redação Púlpito Cristão

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Será Que Vão Dizer Que a Alemanha Está se Tornando Comunista?

Alemanha torna gratuitas todas as universidades do país

Isso aí: toda as faculdades públicas dentro de território alemão são agora de graça. Não tem tuition fee.
Lembrando sempre que:
– ainda existem universidades particulares na Alemanha
– alunos sempre pagam taxas de administração, que podem variar de 150 a 300 euros por semestre. 
Mas é só.
Políticos alemães dizem que é injusto cobrar os jovens pela sua formação, afinal eles estão no começo da vida! E eles fazem isso para alfinetar Inglaterra e Estados Unidos, já que esses dois países criticam os alemães, mas cobram caríssimo por suas universidades.
Há menos de um ano que o “vizinho”, governo Britânico percebeu que a escalada da taxas escolares não chegaram a nada além de endividar os estudantes, a Alemanha já tinha decidido abolir as taxas de estudo de uma vez por todas, para todas as suas universidades. (Fonte)
Lembrando que eles só estão seguindo os bons: A Noruega, a Suécia, e a Finlândia já são assim há anos!
O Estado de Niedersachsen, ou em inglês, Lower Saxony, foi o último dos estados alemães a acabar com as taxas. Isso significa que todas as universidade públicas alemãs são de graça. Para alemães E 
PARA ESTRANGEIROS!
Nossa querida Dorothee Stapelfeldt, Senadora pela Ciência em Hamburgo, contou ao jornal Times sobre a decisão. Ela disse que: Essas taxas desencorajam as pessoas que não vem de famílias tradicionalmente acadêmicas. É uma tarefa fundamental dos políticos fornecer a oportunidade para jovens homens e mulheres a estudar em universidade de alta qualidade sem taxas.

Já era barato, a maioria das universidades cobrava  €1,000 por ano (R$ 3.000, ou £845) – mas isso para cidadãos alemães apenas. Mesmo assim, eles declararam que: “Existe uma tradição de universidades gratuitas na Alemanha, e isso é difícil de mudar”, quem disso isso foi o Dr Holger Fischer, vice presidente da  Hamburg University, pois houve uma época em que queriam cobrar muito, mas voltaram atrás.  Veja aqui na íntegra.
Enquanto isso nas universidades mais caras do mundo, por exemplo na Inglaterra, os preços para ingressar na Universidade subiram quase 8% em 2015, com estudantes tendo que pagar contas de até £54,000 (mais de $200.000,00 reais!!!) por apenas TRÊS anos de graduação! Sobre os Estados Unidos não precisamos nem comentar, afinal o termo “student debt” é um termo conhecido dos jovens americanos, ou de seus pais. Muitos passam a vida toda pagando os estudos, e se sentem “presos” a empregos que não gostam, para poder pagar os estudos que são muito caros.
Ponto para os brasileiros: Enquanto no Brasil o único critério de seleção de quase todas as universidades é a nota do vestibular, nos Estados Unidos, por exemplo, o candidato precisa passar em sua maioria das vezes por cinco etapas. E essa regra vale para todos, inclusive para candidatos estrangeiros. Nós ganhamos essa!
Aí você me diz: Qual a diferença? No Brasil também tem universidade de graça!
E eu digo: Espera aí meu amigo, você já foi estudar por lá? No Brasil temos Universidades ótimas reconhecidas mundialmente, mas para entrar nelas precisamos ser muito dedicados, ou fazer como 90% do pessoal e pagar cursinho! Na Alemanha não tem cursinho. Isso não quer dizer que seja fácil de entrar.

Ponto para os alemães: “Com educação básica em altíssimo nível, não fica difícil ter ensino superior de qualidade. Os alemães têm cinco universidades entre as cem melhores do mundo de acordo com o último ranking universitário THE (Times Higher Education). Já o Brasil não tem representante nem entre as 200 melhores da lista (a USP, melhor do Brasil, está em 226º lugar no mundo)”.(Fonte)

“Das universidades e institutos de pesquisa da Alemanha saíram 103 prêmios Nobel, titulação máxima alcançada por um cientista. Nesse placar, estamos 103 x zero. A Argentina, nossa arqui-inimiga no futebol, que não tem um ensino superior lá tão consolidado, tem 4 prêmios Nobel”. (Fonte)
É lógico que entrar na Universidade não é fácil. É óbvio que o processo é difícil. Assim como no Brasil, ser universitário é um desejo de muita gente. Eu já estudei na Alemanha, e pra ser honesta, passei raspando. Quase não entrei. Porque não tive uma educação básica de alemão.
Ponto para os alemães: Na educação básica, a Alemanha está rankeada relativamente bem, ainda mais em matemática e ciências. De acordo com a última pesquisa da OCDE/PISA (2012) de padrões educacionais entre jovens de 15 anos, a Alemanha está em 12º lugar em matemática, nono na ciência e 20º na literatura, se comparada com 65 países e economias. Notavelmente, mais de metade de todos os estudantes na Alemanha ingressa no ensino superior. (Fonte)
Porém no Brasil a questão é um pouco mais profunda. Aqui é raro você ver uma pessoa muito pobre entrar numa universidade sendo muitas vezes “notícia bombástica” quando isso acontece. Falo isso por experiência própria, afinal, eu sempre tive condições de estudar, mas tenho vários amigos que comeram o pão que o diabo amassou para estarem na USP, onde estudamos.
A gente gostando ou não dessa informação, é fato que para entrar nas melhores universidades do Brasil você precisa investir muito dinheiro. Isso foi revelado por pesquisa, não sou eu que estou falando da minha cabeça. Em 2010, 77% dos alunos que ingressaram na Universidade de São Paulo eram brancos, 10% pardos, 10% asiáticos e apenas 2% eram pretos. Porque isso importa? Em todos os cursos, com exceção de geografia, têm mais asiáticos do que negros no campus da USP-SP. Os asiáticos correspondem a 1% da população de São Paulo, os negros são 34%, e na USP a quantidade de negros, pardos e pretos, se equivale a de asiáticos. Vê a des-proporção?
“Onde estão os negros na USP?” publicado no blog “Desigualdades Espaciais“, é um conjunto de mapas que apresenta a distribuição racial na instituição. Feito pelo estudante de geografia Hugo Nicolau, o estudo constatou que o número de negros na Universidade de São Paulo é ainda muito desproporcional em relação ao número de negros na sociedade em geral.
O mesmo estudo viu que o número de negros que também são pobres é muito mais alto do que a maioria dos brasileiros pensa. (Confira as fontes)
No Brasil, por causa da alta concorrência das universidades públicas e da baixa qualidade das escolas públicas de ensino básico e fundamental, aqueles em situação econômica mais vulnerável têm pouca chance de conseguir uma vaga para estudar em uma universidade financiada pelo contribuinte. (Confira as fontes). No Brasil, a classe alta corresponde a 24,8% da população. Mas, nas universidades públicas, a classe alta ocupa 45% das vagas. Do outro lado dessa equação, as pessoas que estão hoje na classe baixa são 23% da população brasileira, mas apenas 8% da população universitária.
Porque isso acontece? Pensemos juntos amigos! Qual seria a diferença entre o Brasil e a Alemanha? 
Seria talvez uma maior Igualdade de oportunidades?
Brasil: “Do total de estudantes que prestam vestibular para as principais universidades públicas do país a situação se inverte: na Unicamp, por exemplo, aproximadamente 70% são egressos de escolas privadas e 30% de instituições públicas”. (Revista Ensino Superior). E quem não tem dinheiro para pagar, como faz?
“Essa inversão ocorre porque a grande massa de estudantes que concluem o ensino médio em escolas públicas não considera o ingresso em universidades públicas, pois sabe que tem pouca ou nenhuma chance de entrar nessas instituições”, afirmou Knobel, que integra a Coordenação Adjunta de Colaborações em Pesquisa da Fapesp”. (Revista Ensino Superior)
Já percebeu também a diferença?
Ponto para os alemães: Lá existe um maior investimento em educação básica, não sou eu que estou falando, é o sistema deles: Crianças com idade entre 3-6, podem ir para o jardim de infância. 
Depois disso, a escola é obrigatória por nove ou dez anos. A partir das séries 1° a 4°, crianças frequentam a escola primária (Grundschule), onde as disciplinas ensinadas são as mesmas para todos, e uma das melhores do mundo em conteúdos. Em seguida, após a 4ª série, eles são separados de acordo com sua capacidade acadêmica e os desejos de suas famílias, para cursar um dos três diferentes tipos de escolas: Hauptschule, Realschule ou Gymnasium. Professores  de Grundschule recomendam os seus estudantes para uma das três escolas com base em coisas como desempenho acadêmico, auto-confiança e capacidade de trabalhar de forma independente. No entanto, na maioria dos estados, os pais têm a palavra final sobre qual escola o seu filho frequente após a quarta série.  

Ponto para os alemães: Lá tem mais Incentivo à inovação, infraestrutura de primeira e educação de qualidade, o que faz com que a Alemanha apareça sempre perto do topo nos rankings de competitividade mundiais. Não sou eu que estou falando: na lista da escola IMD com a Fundação Dom Cabral, por exemplo, o país aparece em 6º lugar, enquanto o Brasil fica na 54ª posição. (fonte)

Ponto para os alemães: Lá existe maior qualidade das aulas, oportunidades de estágios internacionais, índice de inovação, publicações, e reconhecimento. Vai dar uma olhada nisso e compara. Google é seu melhor amigo. Com o nível que eles tem, uma taxinha administrativa não é nada. O defeito maior da educação deles é que as escolhas de entrada no Hauptschule, Realschule ou Gymnasium são feitas muito cedo, e às vezes nem os pais nem os alunos sabem o que querem.
Eles tem universidade praticamente gratuita com estrutura, está na hora de pensarmos porquê! E PROFUNDAMENTE! Argumentos rasos não constroem país.
Atualização de 2016: E no Brasil as Universidades Públicas estão no caminho de se tornarem pagas, afinal, se a pós-graduação pode ser paga, porque não a graduação? Se isso acontecer ficaremos decepcionados.
Mas para manter o princípio da imparcialidade: Vejamos aonde isso vai dar. Será que vai ser 7×1 de novo?

Veja a LISTA DAS UNIVERSIDADES alemãs pra você começar a pesquisar qual é a melhor pra você! Aqui.
Autora do blog Virando Gringa, Mestranda e Viajante. Já passou por 20 países, e quer dobrar a meta!

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Quanta hipocrisia... Sra. Valadão!!!





Por Suzy Costa


 

 “Fiquei chocada com a ousadia da nova propaganda da loja… Que absurdo! Nós que conhecemos a Verdade imutável da Palavra de Deus não podemos ficar calados”, escreveu ela. (Ana Paula Valadão)



Nesses últimos dias fomos instigados por a "cantora gospel " Ana Paula Valadão a boicotar uma das maiores loja âncora em nosso país a populista (C&A), atribuo o termo populista mediante suas mercadorias terem preços acessíveis  a classe " C ".

Não vejo discernimento bíblico neste ato, mas só mais um gancho para holofotes porque se for para defender imposição da ideologia de gênero a Senhora e seu grupo diante do trono, não deveriam por os pés na Rede Globo e nem tampouco em todos os espaços luxuosos que permeiam seu mundo  de glamour.

Estimular pessoas a não comprar em determinada loja onde a própria não consome seus produtos é fácil, visto que jamais ela trocaria as marcas Barbara Bela e Mares, para um use e abuse C&A, e nem tampouco boicotar o programa Altas Horas, Domingão do Faustão, Fátima Bernardes , entre tantos outros, onde seu estrelato em um mundo secular e em um mundo gospel profano brilha.

Abomino a imposição da ideologia de gênero, pois me considero conservadora, ortodoxa,e entendo que o evangelicalismo  de hoje necessite de nova reforma, por isso não posso me calar com farisaísmo tão grosseiros como esse ato.

Soli Del Gloria!